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MILAD - Ministério de Louvor e Adoração

Jayro Trench Gonçalves - Jayrinho

Grupo Semente

Sérgio Pimenta

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Sérgio Pimenta

SÉRGIO PAULO MUNIZ PIMENTA


Sérgio Pimenta foi um dos principais compositores evangélicos brasileiros. Participante da primeira geração de autores nacionais de Vencedores por Cristo, foi presença obrigatória em todos os principais discos e grupos musicais dos anos 70 e 80, como compositor, violonista e cantor.
Autor de músicas como Cada Instante, Você pode ter, Quando a glória, Pescador, Ele é o teu louvor, Tudo ou nada, Vou chegar, Resposta Certa, Aquele que me ama, É preciso, Vem comigo, Fruto da semente, Para sempre e mais, Quando se está só, A moça do poço, O que me faz viver, Fonte, Só quem sofreu, e mais de 300 composições, será lembrado para sempre como um músico de Deus, um original raro, autor de canções dignas do “amor que jamais acaba” e legítimo herdeiro de I Co. 13.
Falecido em 1987, aos 32 anos, é com alegria que divulgamos um pouco de sua vida e obra, em reconhecimento à sua enorme contribuição à música evangélica nacional.

 

 


UM POUCO DE HISTÓRIA
Sérgio Paulo Muniz Pimenta nasceu em 1954, no Rio de Janeiro. Filho do Dr. Silas e D. Ilza, inicialmente membros da igreja congregacional e depois presbiterianos, de origem simples, moradores da zona norte do Rio, ele militar, médico do Exército, perfil meio sisudo, e ela mãe do tipo gentil, alegre, sorriso largo. Gente simples está certo, mas não gente comum. A diferença era a Vida, com “V” maiúsculo, em Jesus. Depois a música. E que música!
Meu primeiro contato com a música do Pimenta foi através das irmãs Itamar e Iracema Bueno, filhas do Cel. Silas Bueno, que tinham uma dupla e me pediram para decifrar uma fita com músicas de um rapaz do Rio que tinha um material diferente, sensacional. Isto lá pelos idos de 71/72. O violão da fita fazia umas craquezas que elas não conseguiam tocar e então procuraram um especialista (eu!), na época um garoto de 15/16 anos que tinha estudado um pouco de clássico. Maravilha. Lá estavam Cada instante e outras jóias, que passamos a cantar nas igrejas, com boa receptividade do público.

 

 

Vim conhecê-lo pessoalmente em janeiro de 1973, quando estive hospedado em sua casa, na Av. Barão do Bom Retiro, bairro do Grajaú, durante uma excursão de nosso conjunto Ele Vive ao Rio de Janeiro. Coisas da juventude. O ponto de contato foi o Apolônio Brandão, que na época já usava bigode, era o principal tenor do grupo e tinha freqüentado a mesma igreja presbiteriana dos Pimenta, no Rio. Quando confirmamos a viagem e sabendo que seríamos hospedados por famílias cariocas, o Apolônio deu um jeito de me escalar na residência deles, com o argumento incontestável: “Quico, você precisa conhecer o Sérgio. Toca um violão sensacional e ganhou vários festivais evangélicos, com músicas de primeira. É gente finíssima, você vai gostar”. Dito e feito.
Nosso primeiro contato teve um lance pitoresco. De violão desembainhado, nos identificamos logo e tratamos de mostrar o material que estávamos tocando. Ninguém queria passar por pangaré e logo estávamos num entusiasmado desafio, ou melhor, desafino, pois éramos dois adolescentes meio derrapantes nos vocais. Depois de meia hora de violão prá cá e prá lá, e os dedos fazendo as melhores aranhas que conhecíamos para impressionar o adversário, adivinhem o que eu toquei para ele? Isto mesmo, Cada instante, que eu tinha aprendido na fita da Itamar e Iracema. Ele deu um pulo da cadeira e, como bom malandro, me alfinetou: “Há, essa fui eu que fiz!” Que coisa: quando você sabe tocar a música do cara e ele não sabe nenhuma sua, é porque ele está sendo mais solicitado do que você! A saída foi me render à força do adversário e dar também uma boa risada. Vejam como são as coisas: até hoje me lembro deste trauma de infância!

 


Eu tinha 16, quase 17 e o Sérgio uns 18, quase 19. Eu tocava violão com floreios clássicos e ele com tempero de bossa nova. Eu preparava vestibular para engenharia elétrica e ele para medicina. Ambos gostaríamos de ter sido músicos profissionais, mas a estrutura da música evangélica da época não permitia. Naquele tempo, o que se conhecia eram os corais, os quartetos masculinos tipo Arautos do Rei, alguns solistas avulsos e, em São Paulo, o missionário Jaime Kemp estava consolidando os Vencedores por Cristo. No início, eles cantavam músicas num estilo meio jovem-guarda, americanas traduzidas e usavam uniforme mais para anos 50. O nosso conjunto Ele Vive, era um clone deles. Gostávamos muito das canções de Ralph Carmichael, tipo Existe um lugar, Se eu fosse contar, Volte atrás... e outras, com harmonia em 4 vozes e um violãozinho esperto acompanhando. Agora, viver exclusivamente de música, ninguém conseguia. Não havia mercado evangélico ainda. Os discos tinham uma produção caríssima e os mecanismos de divulgação eram muito limitados. Rádio evangélica, só umas duas AM em São Paulo e Rio, mas que pouca gente ouvia.

 


É importante destacar que no início dos 70, estávamos vivendo uma época extremamente fértil na música popular brasileira, onde se destacavam talentos fantásticos como Tom Jobim, Vinícius de Moraes, João Gilberto, Carlinhos Lira, Ellis Regina, Baden Powell, Luis Bonfá, Chico Buarque, Edu Lobo, Geraldo Vandré, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Milton Nascimento, Fernanto Brant, MPB4, Os Mutantes e se revelavam garotos mais próximos da nossa geração, como Gonzaguinha, Ivan Lins, Toquinho, João Bosco, Aldir Blanc, Secos e Molhados, Nei Matogrosso, os mineiros Toninho Horta, Wagner Tiso, Flávio Venturini, Beto Guedes, Lô Borges, Moraes Moreira e os Novos Baianos, os nordestinos Fagner, Belchior e Alceu Valença, os gaúchos Kleiton e Kledir e vários outros. Que geração de peso, heim?

Nossa formação musical estava toda baseada nos altos padrões dessa turma, fortemente bossa-nova, mais um pouco de Beatles e não esqueçamos de Pixinguinha, Noel, Garoto e Villa-Lobos.
Aí, o Pimenta levava uma grande vantagem sobre os outros músicos evangélicos, pois morava no Rio, de longe o grande centro cultural do Brasil, tinha crescido assistindo os principais artistas ao vivo, chegou a conhecer um ou outro de perto, sua família fazia rodas de samba e de choro entre uma feijoada e um Fla-Flu, e tinha ainda o mar e as calçadas de Copacabana para sobremesa. As antenas da Embratel estavam recém se tornando populares e tudo apontava para o Rio: a televisão, as novelas, os festivais, o cinema, o Fino da Bossa, a Tropicália, o Fusca, o Canal 100, o gol 1000 do Pelé, os Atos Institucionais do governo, as estatais, a dívida externa, etc. e tal. Nós assistíamos tudo aquilo pelo tubo da TV, em preto e branco. O Pimenta estava lá de corpo e alma, em cores.


Além disto, os anos 70 foram de muita contestação política e os estudantes do Rio fizeram constantes passeatas, enfrentando prá valer o regime. Alguns morreram em choques com a polícia, muitos foram presos e outros desaparecidos. O Sérgio também tinha coração de estudante e sonhava com um outro país. Embora não tivesse atividade política de esquerda, como era a moda, afinal era filho de militar, estudante do Colégio Militar e bom presbiteriano, acabou sendo um revolucionário no contexto evangélico.
Mas de todas as suas influências, tem uma que é de longe a principal para a música: o Sérgio era negro e carregava debaixo da pele todo o swing, a espontaneidade, a risada e o balanço naturais que só a negritude possui. Há! Juntem a esses cromossomos uma intimidade tremenda com Deus, que ele cultivava desde a infância, um coração manso, uma submissão enorme ao Altíssimo, o fascínio por Jesus e pela Palavra, mais o jeitão carioca e terão uma idéia de quem era ele.

 


Aleluia!  “Houve um homem enviado por Deus, cujo nome era… Sérgio Pimenta”. Músico, carioca, crente, gênio. Ponto.
Depois que o tempo passa, parece que fica mais fácil olhar para trás e analisar a história. Enquanto as coisas estão acontecendo, acho que ninguém sabe exatamente a dimensão do seu papel. Ótimo, a vida foi construída assim mesmo. Deus não nos conta o que virá pela frente, mas requer passos de fé. Isto o Pimenta tinha de sobra e acredito que ele foi o que mais avançou dentre todos da sua geração.
Passamos umas duas semanas trocando músicas e constituímos uma amizade bonita, daquelas de dão saudade.

 

 

A CONSPIRAÇÃO

A vida continuou, às vezes nos encontrando e muitas nos separando. Parece que ele  não malhou o suficiente para entrar na medicina, profissão de branco. Acabou seguindo a carreira verde e oliva, cedendo, meio a contra-gosto, às pressões paternas para  ingressar na Academia Militar de Agulhas Negras em Resende-RJ.
Vocês podem imaginar o que é um sujeito altamente criativo, pura intuição, músico por natureza, daqueles já estão com a melodia pronta enquanto você só assobiou umas míseras notas, mais ainda a cariocagem sub-cutânea, ter que acordar todo dia de madrugada, enfrentar a rotina de um quartel e conviver num clima de disciplina e obediência aos superiores? Eu me arrepio, só em pensar. Pois para mim, foi justamente o que ele ganhou no Exército, a disciplina, que o levou mais longe do que os outros. O Pimenta tinha hábitos irritantemente responsáveis e como bom militar era Caxias mesmo, principalmente com os horários e ensaios. Ficava um leopardo rosnando quando a galera não levava a sério os compromissos. Vocês sabem como é esse pessoal de música crente. Muitos acham que Deus perdoa tudo e que podem levar os seus ministérios na flauta. Está certo, Deus perdoa, mas Ele também detesta “relaxamento” e mediocridade. Quem tem ouvidos para ouvir, leia e retenha o que é bom.

 


Já estamos em 1974. Mais estudo e menos música, tínhamos que virar adultos de futuro. Perdemos o contato por um bom tempo.
De repente, não mais que um suspiro, apareceram os Vencedores por Cristo com o disco De vento em popa, revolucionando toda a música evangélica brasileira. Era 1977 e o Jaime Kemp teve a iluminação de deixar de lado as traduções americanas e dar uma chance a jovens talentos locais. Conseguiram reunir feras como o Aristeu Pires Jr. de Brasília, os paulistas Guilherme Kerr, Nelson Bomilcar, Gerson Ortega, Arthur Mendes e, como não poderia deixar de ser, o carioca Sérgio Pimenta. Esse grupo formou um time de conspiradores, digno das maiores inconfidências, que mudou de vez o perfil musical evangélico do país! (Obs: Eu estava fora destas rodas musicais, mais envolvido com a engenharia. Lamento apenas não ter tocado o violão de Cada Instante a minha favorita. Lágrimas à parte, depois fui lembrado para o disco póstumo do Sérgio, tocando A moça do poço).

 


O que estes garotos realmente fizeram? Para responder a esta pergunta, é importante lembrar o que era a música evangélica e a própria igreja. Nessa época, praticamente só existiam as tradicionais metodista, presbiteriana, batista, adventista, luterana, congregacional, assembléia de Deus e algumas pentecostais. Instrumento sacro, só o órgão. Música sacra, só de coral. Música congregacional, digna de ser cantada no templo, só os hinos tradicionais, 99% europeus e americanos traduzidos. Tinha uns tais de corinhos, considerados música de 2a. categoria. Para estes valia tocar violão, mas não durante o culto, principalmente o da noite, que era solene, formal e engomado. Os pastores faziam curso de oratória e mais uma tonelada de matérias com nome esquisito, como homilética, hermenêutica, propedêutica e usavam um português erudito, que nós, jovens, até fazíamos esforço para entender, mas francamente, parecia latim. Todas as igrejas também tinham o seu Conselho de Anciãos, que policiavam rigidamente hábitos e costumes, além de saber tudo sobre a vida alheia.

 


Agora imaginem de um lado, um bando de guris nacionalistas, acompanhados por violão e percussão, cantando Jesus em bossas-novas, sambas, baiões e frevos, tudo igualzinho ao MPB4, Chico Buarque, Edu Lobo e cia. De outro, coloquem o bando dos jovem-guardistas, tocando guitarra, contra-baixo e bateria, num estilo copiado dos Beatles. Estes últimos eram mais barulhentos, pois ainda usavam microfones e amplificadores valvulados. Agora, sintam o drama: os dois bandos querem tocar na igreja. Pior: no culto da noite! Pior ainda: toda a mocidade da igreja aderiu aos caras! Tijolada: está cheio de cabeludos, barbudos, mini-saias e calças boca de sino! Essa foi na canela e doeu prá chuchu: os jovens só querem saber dos movimentos para-eclesiásticos, como Palavra da Vida e Mocidade para Cristo. Chorem viúvas de Jesuralém: as igrejas tradicionais estão ficando vazias de jovens!!

Pois é. Houve conflito e confronto mesmo. Muitas igrejas não perceberam que os tempos tinham mudado e perderam gerações inteiras de jovens. A minha, metodista, infelizmente não teve sabedoria e expulsou muita gente. Custou caro. Levou mais de 15 anos para termos de novo uma igreja alegre e amorosa.

O grande mérito do grupo de Vencedores por Cristo foi, em minha opinião, juntar os dois bandos, nacionalistas e jovem-guardistas, e fazer uma música de alta qualidade, cantável tanto na igreja como em teatros. Eles perceberam que o importante não era contestar o sistema e sim, alcançar as pessoas, principalmente a mocidade. Foi assim, calmamente, sem guerrilha, que eles ocuparam o espaço e conquistaram a todos, abrindo portas para diversos outros grupos nacionais divulgarem seus trabalhos.

Considero muito importante também a visão de Vencedores de se articular com a COMEV - Comunicações Evangélicas . Embora com limitações em relação aos principais estúdios da época, eles conseguiram reduzir substancialmente os custos de produção e o melhor: permitiram aos garotos somar experiência em arranjos instrumentais, engenharia de áudio, técnicas de gravação, mixagem, e todo o ciclo comercial de um disco. A experiência acumulada tornou-os melhores, longe de qualquer outro grupo brasileiro. Agora me digam, quem se tornou o principal compositor? Basta ver as capas dos discos e aparecerá com maior frequência o nome dele: Sérgio Pimenta.

 

 

O CASAMENTO

Do meu lado, logo que acabei os estudos em computação, tratei de passar no cartório e me amarrar de vez com a minha alemoa: Susana. Casamos em 79 e como ela morava no Rio, cheguei a encontrar o Pimenta algumas vezes. Só que ele nunca comentou sobre namoradas. Parecia muito envolvido com o Exército e os discos.

Aí, chega o convite de casamento em 82. Legal, o criatura tinha descoberto que era humano e que ninguém é de ferro, afinal, estamos aí para crescermos e multiplicarmo-nos também. Abri o envelope, li o nome da noiva, Sônia, aliás muito bonito, desejei toda felicidade do mundo e fui ver o endereço para mandar um telegrama. Foi aí que tomei o maior susto: o nome dela era Dimitrov. Como? Quem será que o Sérgio foi arrumar? Isto mesmo, a moça era descendente de búlgaros, para nós, meio russa. Mais branca, impossível. Era batista, odontóloga e tinha participado de algumas equipes de Vencedores onde, conversa vai, conversa vem, acabaram se achando. Mulher de coragem também, pois enfrentou muitos olhares tortos para estar ao lado dele. Eu sempre achei que o cara era criativo e inovador, mas desta vez ele tinha se superado. Há!

Estivemos juntos, em família, algumas vezes e novamente fizemos uma amizade bonita. Temos filhos mais ou menos da mesma idade, eles o Renato e a Juliana, e nós a Ana Carolina e a Juliana, nascidos entre 1983-85. Eles tinham uma Brasilia-VW com estilo: rebaixada, rodas tala larga, volante esportivo e um belo som, com toca fitas. Ele era da arma de comunicações no Exército e sempre tentou ser nomeado em unidades próximas de São Paulo, para não atrapalhar o consultório da Sônia. Posso dizer que formavam um belo casal, superando todas as barreiras raciais e eram muito companheiros.

Quanto à música, o casamento trouxe também maturidade. Não podendo mais viajar com Vencedores e já com outros sonhos na cabeça, os conspiradores Nelson, Gerson,  ele e mais uns garotos, formaram o Grupo Semente, que produziu discos maravilhosos. Sua voz grave pode ser apreciada no LP “Plantando a Semente”, de 1982, onde ele canta “Resposta Certa”, que para mim é a sua melhor interpretação: “O coração do homem pode fazer planos, analisar as condições do mundo e os rumos desta vida, mas a resposta certa sempre virá, sempre será tão somente de Deus”. Pena que ele tenha cantado muito pouco nos discos. Como bom perfeccionista, tinha uma certa insegurança quanto ao resultado da gravação, pois se achava melhor compositor do que cantor. Cada louco com a sua mania, mas sua voz era excelente, principalmente para blues e bossas-novas. Ninguém em São Paulo tinha o swing e o sotaque carioca que combinavam tanto com aquelas canções.

 

 

A DESPEDIDA

Em 1986 voltei para Brasília e ele foi transferido para o Rio. Estivemos juntos no verão de 1987, em seu apartamento na Tijuca. Famílias reunidas, esposas radiantes, filhos lindos, músicas novas etc. e tal. Ele se queixava de uma dor nas costas, mas os exames não tinham identificado nada de anormal.
Em abril, tivemos a notícia do câncer. Choque geral. O que? Não pode ser verdade!!

 

Era. A doença evoluiu rápido, fulminante. De nosso lado, tentamos todos os recursos: oramos fervorosamente, jejuamos, choramos na presença de Deus, vários pastores estiveram acompanhando de perto, a família procurou os melhores especialistas, seu pai que era médico fez o que pode, mas…
Em agosto de 1987, Sérgio Pimenta faleceu, no Hospital do Câncer em São Paulo. Inacreditável. Todos ficamos esperando um milagre até a última hora, mas ele se foi mesmo. E então?

 

O DEPOIS

O que aconteceu e porque aconteceu não tem explicação. Cada vez que relembro o que passamos, toda vez que falo com a Sônia e os filhos, além de me emocionar, acabo convencido de que está muito além da nossa compreensão. Vocês lembram de Paulo em II Co 12, quando pediu três vezes que o Senhor tirasse o seu “espinho na carne”? A resposta de Deus foi: “a minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza”. Penso também em Jesus no Getsêmani, conforme Mt 26, quando orou três vezes: “Meu Pai, se possível passe de mim este cálice! Todavia não seja como eu quero e, sim, como tu queres”. A cruz estava chegando e a cruz era o seu projeto de vida… Sei que o Sérgio fez esta oração também.

O que sobrou? Passados todos estes anos, fica claro, em primeiro lugar que ele fez uma escolha extremamente acertada para a esposa. A Sônia é mesmo uma grande mulher, pois reestruturou sua vida, é uma pessoa alegre, que aceita desafios, não perdeu a fé e vai levando a vida com brilho. Os filhos são uma pintura. Lindos, com os mesmos cromossomos da música e da malandragem discreta. Como se diz: “sangue não é água”. O Renato é compositor e flautista, parceiro do tio aqui em gravações e programações musicais, enquanto a Juliana tem a simpatia contagiante de uma grande cantora. De tudo o que ele fez na vida, seus filhos ainda são a maior obra de arte. Estarão sempre abençoados, primeiro pelos pais, depois por nós e, eternamente, por Deus.

E quanto à sua música? Também estará para sempre conosco. Vocês já repararam que a Bíblia tem sempre alguma novidade, mesmo depois de lida e relida por toda a nossa vida? Olhem que é um livro de quase 3000 anos de Antigo Testamento e uns 2000 de Novo. Porque ela nos atrai tanto assim? É porque foi feita com o amor que jamais acaba. O amor de Deus por toda a sua criação.

O Pimenta usou estes mesmos tijolos na sua obra. O resultado: ela vai permanecer!
 “Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens para vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus.” Mt 5:16
Aleluia! A vida continua. A Vida é de Jesus. É eterna e as portas do inferno não podem prevalecer contra ela!!


(1ª. Versão – Mai/97; Revisões – Mar/04 e Jun/07. Texto de Quico Fagundes, ministro de música da Igreja Metodista em Brasília, violonista e amigo de Sérgio Pimenta).

SÉRGIO PIMENTA , AMIGO , EXEMPLO!

 Pr. Nelson Bomilcar

Nestes anos todos de sua ausência entre nós, Sérgio ainda é um forte referencial e motivação para continuar a servir a Deus. Desde que o conheci, a admiração e o respeito estiveram presentes por ver alguém tão especial e sensível, levando o evangelho a sério.

Como pessoa, sempre encorajador, presente e com uma característica rara em nossos dias: lealdade, principalmente com quem assumi compromissos de amizade e de ministério. Enquanto estivemos tocando, compondo , viajando e ministrando no Grupo Semente, desfrutamos de seu bom humor e também da seriedade com que tratava as coisas de Deus, da música, da arte. Não dá para ficar impassivel ao ouvir suas canções, suas letras, sua poesia e teologia, presente em inúmeras gravações registradas em VPC, Semente e em tantas vozes de vários outros artistas cristãos.

Ah, sua inconfundível batida de violão e sempre em ritmos brasileiros encantavam a todos nós, inclusive os seus humildes “ corinhos” ( linguagem dele!!!) como o “Aquele que me ama” gravada  pelo  Semente por insistência... e se tornou conhecido em todo o Brasil!  Temos hoje a dimensão de sua genialidade e é bom sempre lembrarmos dele, inclusive para nova geração, carente de bons referenciais de caráter e excelência.


Gênio, nada melindroso, e sempre com uma disposição impar de servir; servir a Deus e as pessoas, no serviço do Senhor dos Exércitos! Que privilégio Ter desfrutado de tantos e tantos momentos e experiências na caminhada cristã. Qua falta que você ainda faz, meu bom amigo! Engradecido seja o Senhor pelo seu legado e por Ter deixado uma família tão especial.

SOBRE O SÉRGIO PIMENTA

Pr. Gerson Ortega

“ Sérgio Pimenta é uma daquelas pessoas que se torna ao longo do tempo, modelo para os muitos... e lenda.
Não lembro ao certo quando nos conhecmos, mas não posso esquecer as vezes que nos reuníamos para ensaiar novas músicas e ele começava a tocar aquelas dissonâncias “ básicas” que eram maravilhosas, não muito ouvidas nos dias de hoje.

Fizemos algumas viagens juntos com VPC onde desenvolvemos nossa amizade: tempo de pressão ( ensaios, viagens, horários), apresentações ( às vezes três ou quatro no mesmo dia!!!), conhecimento mútuo ( inclusive das “futuras esposas “, Miriam e Sônia)!

Tenho a alegria de Ter ouvido dele que nossa “harmonia musical” era fantástica!

Realmente, Pimenta foi um dos poucos na minha trajetória musical com quem eu “saia tocando” e a gente se edentificava tanto que, quase... não precisávamos de ensaio ( digo quase, porque as harmonias do “pepper” eram realmente imprevisíveis e maravilhosas!)

Lembro também de vê-lo várias vezes, lendo dicionários para melhorar seu vocabulário!

Nosso tempo junto do grupo “Semente” foi tamabém  intenso e importante. Muitas Vezes ministramos em escolas, prisões, praças, universidades e também igrejas. Um grupo musical que “ durou” vários anos com pessoas de diferentes temperamentos, locais do país, mas juntos na visão de espalhar o Evangelho do nosso Senhor Jesus!

Olhando ao longo dos anos e conversando com seus filhos, dou graças a Deus pelo legado que o Sérgio deixou para seus filhos, sua herança, sua continuidade! Há muitas familias com pais vivos mas ausentes... e algumas, às vezes, com pais ausentes fisicamente, mas vivos em todo tempo!

Para poder dizer mais do Sérgio, só se ele estivesse aqui para tocarmos juntos... essa parte é difícil de se explicar em palavras... seria melhor através de notas e sentimentos... não tenho o Dom de expressar em palavras, vivências e expressões da alma e do  espírito como ele tinha.

Uma das últimas experiências que tive com ele foi quando levei ao hospital uma fita cassete com a pré produção do vinil instrumental que iria lançar naquela época. Coloquei para ele ouvir uma de suas canções com arranjo instrumental . Após ouvi-la ele me perguntou:” que arranjo lindo, que música é essa?” Lmbro que rimos juntos quando lhe contei qual era a canção!

A outra experiência inesquecível foi quando ele cantou pra mim e tocu “ Só quem sofreu” em primeira mão na sua casa no Rio após voltar de uma sessão de quimioterapia... eu saí de lá tão quebrantado, pensando que pouco eu conhecia da vida, e do testemunho de um cristão assim como ele.  Tenho certeza que o Mestre estava lá com ele dando inspiração para cantar aos homes o sofrimento e o consolo que só Deus entende e controla.

Sinto-me muito alegre toda vez que me encontro com o Renato, a Juliana e a Sônia. A célula familiar não se desfez: pai presente, mãe sábia, filhos edificados.

Sei que vamos nos encontrar de novo, eu e o Sérgio. E aí vai ser pra não separar mais. Então teremos muito tempo para compor e tocar juntos!

No amor de Jesus e com saudades

LEMBRANDO DO AMIGO

Pr.Guilherme Kerr Neto

Sempre me lembro do Sérgio, afinal a música dele vive e persiste no nosso cantar ao Senhor.Por  vezes até falo com ele – é isso mesmo converso com o Sérgio... Bem, não posso garantir que é uma conversa porque ele não me responde , pelo menos não de forma audível, mas tenho a  nítida sensação que ele me ouve – afinal nosso Deus é Deus de vivos e não de mortos e porque o Senhor vive, nós também viveremos. Assim entendo que  Pimenta está vivo e passa bem. Bem melhor que nós... porque do outro lado do Rio Jordão a vida é mais amena.

Quando viajávamos juntos, cantando por estes brasis à fora, Sérgio era meu companheiro de “jogging”. Corríamos pela praia no começo da manhã ou cair da tarde. Mais bem preparado fisicamente e disciplinado como bom militar que era, Sérgio não permitia que eu desistisse no fim dos 5 ou 6 quilômetros que cobríamos. Ao contrario insistia naquele “sprint” final de deixar o estômago e o pulmão doendo: “ desiste não, que falta pouco”. Era bom tê-lo por perto. É bom ser exigido quando a consequência é o nosso próprio bem estar, disciplina e saúde.

Mas o Pepper era uito mais do que isso. De todas as suas caracterísiticas a que eu mais apreciava era a fidelidade. Precisava contar com alguém, conte com o Sérgio. Apesar demorar no Rio não me lembro de vê-lo atrasar-se a nenhum de nossos compromissos em São Paulo e olha que eram dezenas e isso depois de enfrentar a noite no banco mal-dormido do Cometão. Sérgio também era umapessoa simples, sem sofisticação. Tímido, precisava insistir com ele (no começo) para me mostrar suas dezenas de canções ao Senhor da Vida. Depois que ficamos amigos, bem mais amigos, e parceiros de composições, a timidez deu lugar a uma conversa mais aberta e segura, mostrando um lado muito sensível e poético de sua alma ferida. É , porque o Sérgio era ferido : tinha uma dor não  expressa, no fundo da alma, que nunca cheguei a entender plenamente. Mas que eu percebia e “mexia” com ele – “ que banzo é esse Kuntakintê “ ( personagem do seriado “Raizes”)m tá com saudade da Àfrica, tá?” Generoso como era, ele não se irritava com as brincadeiras meio abusadas e tirava de letra: “ Que isso Gui, deixa de queins-queins-queins – e que significa traduzido para bom paulistano “deixa de lero-lero”, deixa de educação, deixa de perguntar o que não tem resposta!)

Resposta realmente parecia não Ter, não sei se eram questões de família ou criação, não sei se era o sentimento do “preconceito” racial velado ( que nos gabamos em dizer que “no Brasil não existe!”), não sei se era mesmo uma saudade que não tem nome, que C.S.Lewis sugere, ser saudade de Deus. Prefiro pensar que era saudade de Deus – e quando ele morreu eu fiquei muito triste por mim ( porque a vida seria bem mais pobre sem ele ) mas fiquei feliz por ele. Soube da sua morte na noite do dia 12 de Agosto de 1987, quando começávamos a dormir. Acordei meio assutado e fui avisado que o Sérgio já não acordaria mais no leito angustiado do hospital do Câncer em São Paulo ( onde fora levado para tratamento) e sim acordaria já “coberto de alegria e envolto em grande paz, servo atento que vigia, fiel em tudo quanto faz”.

Ah! Eu chorei muito por mim ( e pelos meus e pela Sonia e pelos parentes e amigos), mas dei muitos aleluias pelo Sérgio. Sabe o que fiz? Peguei todosos discos com musicas dele ( na época CD ainda era artigo de luxo) e sentei na varanda de minha casa e abri o volume- os vizinhos devem Ter pensado que a festa ( porque era dia do aniversário do filho Guigas) tinha começado ou então que eu tinha “pirado”. Fiquei ali meio pasmo, com aquela sensação de perplexidade que a morte traz e deixei aquelas letras e músicas “falarem” com meu coração:

Lá  está o meu tesouro, lá onde não há choro...”
“Quando a glória do Senhor for vista por toda vista em todo lugar...”
“Tua Senhor é a grandeza e o poder...”
“Ame ao Senhor com todo o seu coração...”
“.... a paz vislumbra leitos de hospitais...”

No meio do meu choro entendi que Deus já tinha preparado o Sérgio para aquele momento e já tinha falado com ele um monta. E por razões que eu desconheço “tocou recolher” e o chamou para mais  perto para uma conversa “ ao pé do ouvido”.

Por isso no sussuro daminha dor, “da mágoa sem remédio de perder-te”(nas palavras de Camões), eu digo: “Pimenta do Reino, apesar de todos os pesares, a gente não vai desistir na ultima volta da corrida, porque entre tantas outras coisas a tua voz amiga continua a soar, segura e gentil: - “desiste não, que falta pouco!”

Saudades Gui


LÁ ESTÁ O MEU TESOURO

Dr Luiz Antonio Caseira

Recordo do dia. Era 11 abril de 1987. Estávamos na sala Cidade de São Paulo promovendo  o lançamento do disco CRIAÇÃO . ( Grupo Semente). Depois de  uma tarde de muito trabalho montando equipamentos e fazendo ensaios estávamos a poucos minutos do início. O público lotava as dependências do local. Nos bastidores estávamos em um círculo de oração pelo programa. Terminado esse período, o Sérgio Pimenta veio atéperto de mim e falou, com aquele seu modo amigo e carioca: - “Doutor, estou precisando dos teus favores” – e abriu um sorriso – já tem uns dois meses que estou com uma dorzinha na coxa esquerda que não vai embora. Já fui ao médico três vezes, tomei os remédios e... nada de ficar bom. Ô meu! Quero que você dê uma examinada.”

Procuramos um local onde pudesse examiná-lo, porém já estava no início do programa e combinamos que logo após eu examinaria. O programa foi excelente. O povo adorou ao Senhor de maneira intensa. As músicas interpretadas falaram fundo nos corações. Lembro quando Pimenta pegou o microfone e ao iniciar a fala, provocou risos no povo, tal era a intensidade do tom grave de baixo, da sua voz. Pouco depois cantava junto com o povo que não se continha e o acompanhava – “ Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama...”

Encerrado o programa, não tivemos como examiná-lo no auditório. Marcamos então um encontro para o dia seguinte, no escritório de Vencedores Por Cristo.

Pontualmente, às 9horas lá estava ele. Ao descer do carro, notei que estava mancando ao andar. Disse-me que as dores haviam se acentuado durante a noite. A princípio suspeitamos que a piora poderia Ter sido pelo tempo em que ficou em pé na véspera, durante os ensaios e o programa, e pelo esforço ao carregar os equipamentos.

Ao examiná-lo , porém, senti meu coração bater muito forte. Havia uma tumoração ao nível da base da coxa esquerda, na região posterior, junto à nádega. A região estava aumentada de volume. Levei-o imediatamente ao hospital, onde após o exame de RX, não evidenciamos nenhuma tumoração óssea. Pedi que ficasse em  São Paulo, para no dia seguinte fazer exames de ultrassonografia e outros similares. Porém ele não poderia ficar, pois tinha que estar no Rio de janeiro na Segunda-feira. Mediquei-o com analgésicos e encaminhei-o para colegas médicos no Rio que poderiam dar a assistência mais de perto que o caso merecia.

Ao chegar ao Rio ele procurou essses médicos, porém as dores já estavam muito fortes. Uma semana após o lançamento do  Disco Criação, precisou internar-se, tal eram as dores que sentia. Feitos os exames necessários, veio o diagnóstico: Sarcoma indiferenciado. Metástases pulmonares. Estágio IV.

Desde então não mais saiu do hospital a não ser por curtos períodos de uma semana ou dez d ias, em que apresentava ligeira melhora.Tudo o que era possível em termos de tratamento foi tentado. Nos dois últimos meses foi trazido prá  SãoPaulo onde poderia ser tentada mais  alguma coisa. Porém foi inútil.

Lutou com todas as forças para viver. Aceitava qualquer tratamento que significasse uma esperança de melhora. Nunca o vi reclamar da situação. Suportou a dor de maneira incrível. Ainda compôs no leito de dor duas músicas que ficarão para sempre entre nós. Sua fé permaneceu firme até o fim. Até que no dia 12 de Agosto, às 23h40m, de maneira tranquila, ao lado da esposa, fiel e dedicada companheira em todos os momentos, passou para a Glória.

Está compondo e cantando junto ao Senhor. Lá ,onde está o seu tesouro.Lá , onde não há choro. Onde canta junto a outros tantos, hinos de louvor ao Senhor.

Dr. Luiz Antonio Caseira – Vice Presidente de Vencedores Por Cristo

 

TRAJETORIA SÉRGIO PIMENTA EM VENCEDORES POR CRISTO

Como você aceitou a Cristo como seu Salvador? –“Foi num retiro espiritual na época do carnaval, que estávamos realizando. Ele me mostrou o seu amor, sua paz.Ele por sua misericórdia é quem me aceitou.”

Foram exatamente estas palavras que o Sérgio usou para preencher seu formulário para viajar na sua primeira equipe de VPC:

19ª Equipe  janeiro de 1976, sua primeira equipe, o líder desta equipe foi o Laudir, hoje pastor da Igreja Batista do Prado em Curitiba. Esta equipe viajou por cidades do interior de São Paulo e Paraná. Os integrantes desta equipe foram: Leila, Rudemar, Ângela, Fàtima, Zè Ronaldo, Armando, Adilson Massao, Valéria, Waldemar, Maria Elizabeth, Karim, Aristides, Danilo, Tânia, Osiander  Laudir.

 

23ª Equipe, janeiro de 1977, o líder desta equipe foi o Guilherme Kerr. Seus colegas de equipe foram Ivailton, Sandra, Gerson Ortega, Abílio( Bilão ), Edy, Sérgio Leoto, Denize, Eliete, Marcis, Roseli, Susie Moon, Valéria, Aristeu Pires Jr, Fred Sanches e Débora Sanches. Esta equipe visitou pela primeira vez a cidade de Montevideo no Uruguari além de várias cidade do Rio Grande do Sul.

 

27ª Equipe  1978, nesse ano VPC formou uma equipe especial, para trabalhos durante o ano, fora das temporadas de férias. Este grupo que era composto por Guilherme Kerr, Nelson Bomilcar, Sérgio Leoto, Edy, Carla, Sonia Emilia, Susie Moon e Syrlena, se uniram para sair evangelizando de uma maneira mais contextualizada usando com intensidade seus talentos musicais para também expandir a música cristã brasileira.

 

32ª Julho 1979, Nelson P.Jr. e Guilherme Kerr foram os líderes, Davi Kerr, Syrlena Verotti, Gisela, Rudemar, Sandra Gordon , Susie Costa, Hélio Campos, Nila e Sonia Emilia integraram essa equipe.

 

 


34ªequipe  Janeiro de 1981 foi a ultima equipe que viajou, visitaram várias cidades do Nordeste do País, Guilherme Kerr, Sérgio Leoto, Nelson P. Jr, Sonia Dimitrov, Rosa e Valéria fora os integrantes.

 

 

 

 


Além das equipes Sérgio Pimenta foi  um colaborador em vários acampamentos, ministrando com grupos e louvor de VPC . Estava sempre disposto  quando era chamados para um seminário ou viagens evangelísiticas, além de compor e ajudar em muitas gravações.


Após essas equipes  integrou ao Grupo Semente que mais tarde se tornariam   parceiros da missão Vencedores Por Cristo.

Sua participação foi importante no ministério de Vencedores Por Cristo, deixando uma grande marca através de sua vida séria com Deus. Com Saudades VPC.

A obra de Sérgio Pimenta  já foi gravada por muitos grupos e cantores.
Destacamos aqui algumas gravações

De Vento em Popa ( VPC) 1977
Tanto Amor (VPC) 1980
Tudo ou Nada (VPC) 1984
Viajar (VPC) 1987
Novidade (VPC) 2002
Plantando e Fruto da Semente ( Grupo Semente) 1983
Criação ( Grupo Semente) 1987
A Musica de Sérgio Pimenta ( Germine/VPC) 1988
O Melhor de Sérgio Pimenta ( Coletânea VPC) 1997
O Semeador ( Gkerr Produções) 1989
Sentimento ( Grupo Candêia/VPC) 2001
Jesus Mania ( Wanda Sá ) 2003                                                          
Cada instante ( Quico Fagundes / Renato Pimenta)2005
Pimenta do Reino (Som do Céu/ MPC)2005

VIDEOS

http://www.youtube.com/watch?v=dTYI5t_e24I

 

 

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